14 de Agosto - Dia de Combate a Poluição

 

No dia 14 de agosto comemora-se o dia de combate à poluição. Nesse dia, busca-se orientar as pessoas sobre os diversos tipos de poluição e as principais formas de combatê-los.
A poluição é o resultado da degradação das características naturais do meio ambiente, sejam elas físicas, químicas ou biológicas. Isso acontece em razão da remoção ou adição de substâncias que prejudicam a natureza, seja no ar, no solo ou na água.
Temos então várias formas de poluição: sonora, terrestre, atmosférica, hídrica, visual, térmica, luminosa.
Aproveitaremos esta oportunidade para discorrer sobre a poluição sonora, como ela se forma, como a percebemos e que atitude podemos adotar para diminuí-la. Nos dias altamente estressantes em que se vive atualmente, o silêncio deve ser entendido como um direito do cidadão, sendo assim, vale a pena compreender melhor a questão na medida em que busca-se qualidade de vida, bem-estar individual e comunitário e prevenção ambiental.


O que é POLUIÇÃO SONORA:

A terminologia poluição sonora faz referência ao ruído, quando este passa a ser um “contaminante”, ou seja, um som que incomoda e que pode produzir efeitos fisiológicos e psicológicos nocivos para uma pessoa ou grupo de pessoas.
As principais causas da contaminação acústica são: atividade humana, transporte, construção civil e indústria.
A poluição sonora causa uma série de inconvenientes que dificultam seu controle. O ruído não deixa resíduo e seus efeitos não são muito visíveis.
Os especialistas afirmam que é muito difícil escapar dos efeitos nocivos do ruído e dos desequilíbrios que ele provoca. Tanto em casa, como no trabalho, na escola ou nas atividades de entretenimento, o ruído consegue interferir na atividade humana provocando diversos efeitos negativos.
Os principais são:

  • Distúrbio de sono                        
  • Estresse                                           
  • Perda da capacidade auditiva
  • Surdez
  • Alergias                            
  • Distúrbios digestivos
  • Falta de concentração
  • Aumento do batimento cardíaco

A organização Mundial de Saúde (OMS) considera 50 dB (decibéis) como o limite superior desejável.

Vejam abaixo exemplos de situações medidas em (dB) e os transtornos que podem gerar:

 

 

Quais são as MEDIDAS PREVENTIVAS

  • Redução do ruído e demais sons poluentes na fonte emissora (principais fontes de ruído: trânsito, aeroporto, indústria, construção civil, festas e shows).
  • Redução do período de exposição (principalmente para pessoas expostas continuamente a processos que geram muito ruído)
  • Educação da população.
  • Uso de proteção nos ouvidos adequada ao risco auditivo.
  • Em festas colocar o som com volume adequado ao "ambiente",  não sendo possível, permanecer o menor tempo possível em  exposição.
  • Cobrar dos ógãos competentes a fiscalização e aplicação da legislação existente (ex. Programa Silêncio Urbano – PSIU e Resolução CONAMA nº 01) ou criação de leis que visem o bem-estar da população e diminuam os efeitos da poluição sonora

 

 

Fabricantes de embalagens de vidro propõem plano de logística reversa ao MMA

 

Reciclagem no setor tem potencial para movimentar R$ 220 milhões por ano no Brasil; modelo está alinhado com a Política Nacional de Resíduos Sólidos


A Associação Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), na segunda-feira (17/01), um plano de implementação de logística reversa para o setor, comprometendo-se a recolher, depois de usados pelo consumidor final, todo tipo de embalagem de vidro.

A ação se antecipa à vigência efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2010. Para começar a valer de fato, o governo federal tem até junho de 2011 para elaborar uma proposta referente à nova lei que inclua, entre outros aspetos, metas de redução e reciclagem de resíduos e prazos para os diversos setores se adequarem às novas obrigações.

Segundo Lucien Belmonte, superintendente da Abividro, o plano da entidade consiste fundamentalmente em constituir uma gerenciadora no Brasil com o papel de intermediar as relações com o poder municipal, cooperativas de catadores, beneficiadoras, fabricantes de vidro e envasadoras. A entidade será responsável por coordenar a participação dos municípios, capacitar e credenciar cooperativas de catadores e beneficiadoras, negociar operações de compra e venda de recicláveis triados, além de promover campanhas de conscientização sobre reciclagem.

“A estimativa é que após quatro anos de sua instalação, a gerenciadora faça com que o índice de reciclagem do setor vidreiro atinja 50%. Em termos financeiros, equivale a dobrar os atuais R$ 60 milhões movimentados por ano pelo setor”, afirma Belmonte. “Se os esforços resultarem na adesão de todos os envasadores existentes no país e de todos os municípios brasileiros, o valor movimentado pela reciclagem do vidro pode atingir R$ 220 milhões por ano”.

Dados da Abividro indicam que hoje se recicla bem menos do que a metade do que é produzido, algo em torno de 1 milhão de toneladas por ano. São embalagens de vidro usadas para bebidas, produtos alimentícios, medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos que vão parar direto no lixo, correspondendo em média a 3% dos resíduos urbanos. "Um desperdício para um material que poderia ser totalmente reaproveitado", diz Belmonte.

Segundo o superintendente, as indústrias vidreiras irão investir inicialmente R$ 10 milhões na criação da gerenciadora, que será administrada por uma equipe profissional independente e terá um conselho composto por membros das várias instâncias envolvidas. “Para que a gerenciadora execute suas funções, a Abividro vai investir até R$ 60 milhões por ano”.

De acordo com a Abividro, o modelo proposto foi inspirado nas práticas de reciclagem adotadas com sucesso em países europeus, onde a precursora foi a Alemanha, que em 1991 instituiu uma agência gerenciadora para centralizar o processo, cuja responsabilidade é a de coordenar a logística reversa de materiais utilizados em embalagem em âmbito nacional. O plano foi desenvolvido pelo Monitor Group, uma consultoria de estratégia.

 

 

 

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