Esportes de outros tempos Esportes de novos tempos

 

As diversas modalidades esportivas praticadas no Pinheiros, desde os tempos do Germania, se renovam em quantidade e diversidade. Enquanto algumas modalidades, embora ainda sejam esportes olímpicos, deixaram de ser praticadas, como o Hockey e o Tiro, novas modalidades foram introduzidas e outras ainda sofreram transformações que deram origem a outros esportes.


Assim aconteceu com o Handebol de campo, pai do atual Handebol, e o Faustball (que poderia ser traduzido do idioma alemão por "Punhobol"), no qual a bola era tocada com os punhos e que encontra, no Voleibol atual, sua maior semelhança.


Em uma via inversa, o contínuo investimento na infraestrutura do Pinheiros torna possível a prática de novas modalidades, como o Badminton, Vôlei de Areia, Tae Kwon Do e até a retomada de esportes antigos, como o Remo.


O acervo de fotografias do Centro Pró-Memória Hans Nobiling, disponível para consulta no site do Clube, é testemunha dessa renovação. Vale conhecer como o esporte mudou e evoluiu.

 

 

1. Estande de tiro do Germania, localizado onde hoje se encontra o Parque Infantil, 1937
2. Partida de Handebol de Campo, c. 1938 (Doação: Ilda Catharina Anna Kindermann)
3. Faustball de Campo (Doação: Ilda Catharina Anna Kindermann)
4. Jogo de Hóquei, em 1924 (Doação: Helga Rieckmann)

 

 

 

 

Apresentação do Documentário Sobre Rios e Córregos e Bate-papo com o Diretor Camilo Tavares

Data: 23 de setembro

Horário: 19h30

LocaL: Sala de conferências da Sede Social


O documentário apresenta a relação de São Paulo com suas águas. O longa nos ajuda a compreender porque existem tantos problemas nessa convivência. Assentada sobre cerca de 1.500 km de rios e córregos, a cidade de São Paulo transformou-se, ao longo de sua história marcada por acelerado progresso e avanço da ocupação humana, num caso peculiar de transformação da água tanto em solução quanto em problema, fonte de energia e lucro, mas também de lixo, poluição, enchentes, problemas de saúde e de trânsito.

 

 

Através de depoimentos de especialistas, como Raquel Rolnik, José Galizia Tundisi e moradores da cidade, como o roteirista Fernando Bonassi, analisa-se o histórico de uma convivência conflituosa, marcada por desvios de curso de rios, especulação imobiliária e habitação irregular.

Além de "Sobre Rios e Córregos", Camilo Tavares dirigiu também "Um Poquito de Água", que já apresentava sua preocupação com o tema.

 

Veja uma previa do filme aqui.

 

 

Expedição Fotográfica ao Rio Pinheiros

Data: 12 de setembro

Horário: 9h

Inscrição: 1 a 10 de setembro pelos telefones 35989715 | 35989716 ou diretamente no Centro Pró-Memória.


No dia 12 de setembro o Centro Pró-Memória deverá promover em parceria com a ONG Vitae Civilis a Expedição Fotográfica ao Rio Pinheiros , onde fotógrafos amadores irão registrar aspectos atuais desse rio tão emblemático para nossa cidade.

A Expedição que será orientada pelos fotógrafos Ricardo Rojas, João Raposo e Roberto Afetian, terá 3 percursos diferentes para serem escolhidos pelos participantes, sendo que um deles com um trajeto mais suave será destinado às crianças e pessoas com alguma dificuldade de locomoção.

As fotos realizadas pelos participantes da Expedição serão parte integrante da exposição, fornecendo um paralelo entre as cenas atuais e imagens do rio nas primeiras décadas do século XX. As fotos também serão disponibilizadas no Flicker. Cada grupo deverá ter no máximo 20 participantes.

 

 

 

Exposição | Rio Pinheiros, nas curvas da memória

Data: 17 de setembro a 13 de outrubro

Local: Galeria de Arte do Esporte Clube Pinheiros

 

O Centro Pró-Memória Hans Nobiling do Esporte Clube Pinheiros está organizando uma exposição que tem o Rio Pinheiros como temática central, mas se propõe a trazer alguma reflexão também sobre o uso dos rios pela humanidade nos aspectos históricos e ambientais.

 

 

Além de sua importância no desenvolvimento da cidade de São Paulo e lazer da população, os rios Pinheiros e Tietê tem especial importância na história esportiva com as regatas e provas de natação, como a Travessia de São Paulo a nado, que aconteceram principalmente nas décadas de 1930 e 1940. A montagem contará com painéis fotográficos com fotos do acervo dos Clubes Pinheiros, Tietê e Esperia, vídeos e até um aquário com peixes de água doce. Essa mostra busca criar um olhar diferente para os rios de São Paulo, que não aquele lançado durante os engarrafamentos das marginais e das enchentes. Um olhar afetivo para a convivência, a poesia e o lazer que nunca deveriam ter sido dissociados da imagem que temos de nossos rios.

 

 

Saltos Ornamentais no Clube, há 80 anos

 

A modalidade começou a ser praticada em 1930, em trampolins instalados à beira do Pinheiros, mas tomou impulso com a inauguração da Piscina, em 1933. Sob a supervisão do técnico Erich Montag, formaram-se os primeiros campeões brasileiros e vieram as primeiras participações em Olimpíadas, com Gunnar Kennitz, em 1948, e Arie Richard Hanitzsh, em 1952.

 

Seguiram-se outros grandes nomes, como Eleonora Schmitt, Oswaldo Lopes Fiore, Maria Carlota S. Rodrigues, Tizu Sato e Maria Silvia Pereira Martins que, com Arie Hanitzch, completam o quadro de atletas beneméritos de Saltos Ornamentais do Pinheiros.

 

Em 2006, a atleta Evelyn Winkler conseguiu classi¤ car-se em 7º lugar no ranking mundial da FINA, na categoria Principal, prova de sincronizado plataforma. O Pinheiros já foi campeão do Troféu Brasil 14 vezes e da Taça Brasil 6, na modalidade. Nos últimos três anos, o saltador Ubirajara Barbosa venceu o Troféu E¤ ciência (atleta masculino que mais pontuou para sua equipe) nessas duas competições.

 

Trampolim sobre o Rio Pinheiros, por volta de 1930.

 

 

 

 

O Pinheiros e o início da paixão pelo futebol

 

 

As vésperas da Copa do Mundo, vale a pena lembrar a importante participação de Hans Nobiling e sua equipe azul e negra na popularização do futebol em terras brasileiras. Se Charles Miller foi o introdutor desse esporte no Brasil, Hans Nobiling foi o grande divulgador.

 

O futebol era praticado, em São Paulo, até 1898, apenas pelos ingleses do São Paulo Athletic Club, liderados por Charles Miller, e pelos alunos do Mackenzie College. Hans Nobiling, que havia chegado de Hamburgo em 1897, trouxe em sua bagagem uma bola e os estatutos do clube hamburguês de futebol e, logo iniciou sua trajetória para popularizar o esporte que tanto apreciava.

 

Organizou, com companheiros de diversas nacionalidades, o “Nobiling Team” e convidou o São Paulo Athletic para um jogo, que não foi aceito pelos ingleses. Fizeram a mesma chamada ao Mackenzie que, imediatamente, disse sim ao desafio. Nobiling Team x Mackenzie College foi o primeiro jogo entre clubes no Brasil. Aconteceu em 5 de março de 1899 e terminou empatado em 0 x 0.

Depois disso, amplia-se o intercâmbio e as partidas tornaram-se mais frequentes. Em setembro de 1899, Hans Nobiling fundava o clube com o nome e as cores de seu clube alemão, o Germania.

 

Passados mais de 110 anos de bola rolando por centenas de campos e agitando arquibancadas, podemos apreciar, hoje, uma seleção brasileira cinco vezes campeã do mundo. Uma seleção, entretanto, só é possível em razão de centenas de clubes e um calendário intenso de torneios e campeonatos. Esse era o sonho de Hans Nobiling, o primeiro militante do futebol no Brasil.


Equipe do Sport Club Germania, em 1914

 

 

Memórias do Futuro

 

 

O Centro Pró-Memória Hans Nobiling deu início, em março, ao Projeto Memórias do Futuro
entrevistando jovens associados, praticantes de Tênis, Judô e Saltos Ornamentais. O projeto tem o objetivo de registrar a vivência de crianças e jovens, atletas de diferentes modalidades esportivas.

 

As entrevistas farão parte de um banco de dados e as informações podem, a médio e a longo prazos, mostrar o impacto da vivência esportiva na juventude. Esses depoimentos serão divulgados, também, em uma exposição montada no decorrer do ano, exibindo fotos, troféus e diplomas.

 

Travessia de São Paulo a nado

 

O falecimento de Lieselotte (Lilo) Krauss Reinhard ocorrido em fevereiro, nos levou a recordar a história da Travessia de São Paulo a Nado, onde essa atleta benemérita deixou seu nome registrado como campeã.

 


Criada em 1924, essa foi a competição mais importante da Natação paulista, por cerca de duas décadas, até que o nível de insalubridade do Rio Tietê impediu sua continuidade.

Cumprindo um trajeto de 5.500 m, chegou a ter quase 2.000 participantes e dezenas de milhares de espectadores. A estreia do Germania no pódio ocorreu em 1934 com o terceiro lugar de Erich Faust. Lilo Krauss foi a 3ª colocada em 1937, 2ª em 1938 e 1939 e campeã
em 1942 e 1943. Hellmut von Schütz, Lilly Richter, Edith Heimpel e Totila Jordan foram outros representantes do Clube que conseguiram as primeiras colocações. Quando a realização da prova foi interrompida, em 1944, os níveis de poluição do rio já ofereciam riscos à saúde. O então nadador João Havelange, após vencer sua última travessia, em
1943, contraiu tifo negro, que quase o levou à morte.

 

Às gerações, que presenciaram o Rio Tietê com tanta vida, resta muita saudade e, às novas gerações, resta a esperança de têlo novamente como um saudável espaço de lazer e esporte.

 

Museu e Memória: oficina para a terceira idade

Dias: 4, 11, 18 e 25 de maio, 14 às 16h
Professora Judith Mader Elazari

Local: Centro Pró-Memória Hans Nobiling
E visita ao MAE

 

O Centro Pró-Memória Hans Nobiling, em parceria com o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE), oferecerá aos associados, com mais de 60 anos, a oficina Museu e Memória. O conjunto de quatro encontros busca introduzir e discutir conhecimentos relacionados à Arqueologia, Patrimônio Cultural e Memória e trabalhar, de forma prazerosa, lúdica e reflexiva, a partir de objetos pessoais (biográficos) trazidos pelos participantes, resultando na montagem de uma exposição, com os objetos escolhidos, que será aberta ao público. O último encontro será uma visita ao Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.


Vagas

Mínimo de 10 e máximo de 20 participantes I Atividade gratuita
Inscrição
1º de abril a 2 de maio, no Centro Pró-Memória Hans Nobiling ou pelo telefone 3598-9716.

Atividade do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (Divisão de Difusão Cultural/Serviço Técnico de Musealização)

 

Memória do futuro

 

O Centro Pró-Memória deu início ao projeto Memória do Futuro, que pretende registrar a vivência de crianças e jovens, de 10 a 16 anos, praticantes de diferentes modalidades esportivas. Jovens associados, ligados às diversas seções esportivas, serão entrevistados para falar sobre suas atividades, participação nas equipes e nos torneios, seus desejos e visão de futuro.

 

Essas entrevistas farão parte de um Banco de Dados e as informações podem, a médio e a longo prazos, apontar para o impacto da vivência esportiva na juventude. Também estão sendo programadas outras atividades, como uma Exposição para a divulgação do Projeto.

 

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